Como a gestão de riscos trabalhistas reduziu exposição em uma empresa de transporte

Conheça um case de gestão de riscos trabalhistas em empresa de transporte que fortaleceu controles de jornada, prova documental e defesa judicial em ação trabalhista.

por Bernardo Ramalho
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A gestão de riscos trabalhistas tem se consolidado como importante instrumento de prevenção de passivos e fortalecimento da segurança jurídica das empresas.

Nesse contexto, destaca-se o caso da CMF Transporte e Logística Ltda., que demonstra, na prática, a efetividade das medidas implementadas a partir da atuação do R|Fonseca, em conjunto com a Associação de Fomento e Cooperativismo ao Transporte de Cargas do Brasil, Afocoop, especialmente em relação aos riscos envolvendo controle de jornada e remuneração de motoristas.

Riscos identificados no controle de jornada e remuneração

Durante o processo de gestão de riscos e sua posterior revalidação, foram identificados riscos relevantes relacionados ao controle da jornada de trabalho, registro de intervalos, apuração do tempo de espera e pagamento de horas extras, além de aspectos ligados à remuneração dos empregados.

Dessa forma, a auditoria preventiva recomendou o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle de jornada, a emissão de relatórios de acompanhamento das viagens dos motoristas e a formalização dos critérios de pagamento das verbas salariais.

O objetivo dessas medidas foi aumentar a capacidade probatória da empresa em eventuais demandas judiciais.

A efetividade das medidas em processo trabalhista

A efetividade dessas medidas pôde ser observada no processo trabalhista nº 0010671-60.2024.5.03.0187, julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região.

Na ação, o reclamante alegava a realização de jornadas excessivas, ausência de intervalos e diferenças salariais.

Contudo, ao analisar a documentação produzida pela empresa, o Tribunal reconheceu a existência de registros capazes de demonstrar a efetiva jornada praticada.

Com isso, afastou a jornada extrema narrada na petição inicial e considerou inverossímeis as alegações de labor contínuo das 5h às 23h diariamente.

O acórdão destacou que os controles apresentados e a prova oral produzida evidenciaram realidade distinta daquela sustentada pelo trabalhador.

Prova documental e fortalecimento da defesa judicial

O caso demonstra que a adoção de controles formais de jornada e a organização documental recomendadas a partir da gestão de riscos trabalhistas não apenas reduzem riscos operacionais, mas também fortalecem a defesa judicial da empresa.

Com efeito, a implementação de controles internos eficazes possibilitou à empregadora comprovar a efetiva dinâmica laboral, especialmente quanto à jornada e à remuneração.

Essa circunstância contribuiu para a redução do passivo trabalhista e para uma análise judicial mais segura e objetiva.

Gestão de riscos trabalhistas como investimento estratégico

Assim, o resultado obtido evidencia que a gestão de riscos trabalhistas deve ser compreendida como investimento estratégico, e não apenas como obrigação de compliance.

Ao identificar vulnerabilidades previamente e implementar medidas corretivas, a empresa aumenta significativamente suas chances de êxito em litígios trabalhistas. Além de reduzir condenações e promove uma cultura organizacional pautada pela conformidade legal.

Case CMF Transporte e Logística: atuação preventiva com resultado concreto

O caso da CMF Transporte e Logística Ltda. constitui, portanto, um exemplo concreto de como a atuação preventiva conduzida pelo R|Fonseca, em conjunto com a Afocoop, pode gerar resultados positivos.

A experiência demonstra que a gestão de riscos trabalhistas, quando bem estruturada, preserva recursos financeiros. Ela fortalece a governança trabalhista da organização e cria uma base documental mais segura para enfrentar eventuais demandas judiciais.

Avalie se a sua empresa possui controles, relatórios e documentos suficientes para comprovar a realidade das relações de trabalho e reduzir riscos em futuras demandas trabalhistas.